Fernando Sobral deu-nos 4 das 5 estrelas que tinha.
Não consegui pôr o artigo em PDF mas o texto (sempre saboroso) é o que se segue:
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Vinho
Uma tentação do Douro
“Negreiros”Tinto, Douro Superior www.negreirostinto.com
FERNANDO SOBRAL fsobral@negocios.pt
O Douro Superior continua a ser território de vinhos acima da média. E, no meio dos grandes produtores, surgem verdadeiros nómadas que vão refinando o seu talento e gosto, criando pequenas produções que buscam consumidores atentos.
Um desses recentes casos é o Negreiros(de Joaquim Trigo de Negreiros e Mário Negreiros), que surge em forma de tinto, feito na adega da Quinta das Amendoeiras, na margem norte do Douro Superior. É um “terroir” tentador: cerca de 10ha de vinha em solo de xisto, com exposição preponderante a sul. O resultado é um vinho feito com cerca de 20% Touriga Nacional, 15% Touriga Franca, 15% Tinta Roriz e 50% o que os responsáveis gostam de designar como “Vinha Velha” (ou seja, que ao modo dos antigos, foi plantada com as castas tradicionais do Douro à mistura). A produção é, pois, diminuta, sendo reservados cerca de 10 mil litros para a marca Negreiros.
É notória a qualidade do trabalho de João Brito e Cunha (que, recorde-se, foi o primeiro enólogo dos Lavradores de Feitoria, tendo mostrado toda a sua valia com o MC&BC, feito em parceria com a Maria Emília Campos), até porque ele sabe o que faz. Tem-se especializado no trabalho no Douro Superior, não divergindo atenções para outras áreas, o que o tornou um verdadeiro “expert” na zona.
Este vinho Negreiros faz parte de um projecto que começou a desenhar-se de forma mais concreta após a restauração da adega, feita pelo arquitecto Paulo Viana. Preservando a memória do local, a adega foi reforçada com equipamento moderno de fermentação, controlo de temperatura e dois lagares. Grande parte da produção utiliza ainda lagares de granito. Uma das características deste vinho, que denota um aroma intenso e que aparenta boa estrutura, é que devido à sua pequena produção está apenas disponível em algumas garrafeiras especializadas e em restaurantes. As encomendas podem ser feitas através do blog(http://negreirosvinho/.blogspot.com). Na volta podem provar um tinto muito estimulante do Douro.
Encomendas, etc
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O que o vinho mais detesta
Há muitas coisas de que o vinho não gosta.
O vinho não gosta de grandes variações de temperatura, de demasiada humidade ou de luz em demasia.
O vinho detesta violência.
Mas o pior que se pode fazer a um vinho é deixá-lo na garrafa quando tudo (nós e o momento) o quer num copo - tudo menos o maldito saca-rolhas, que, vendo-se esvaziado do seu protagonismo, fez-se esquecer numa gaveta.
Mas para tudo há solução. E, entre ficar na garrafa e ir para o copo, embora com alguma (moderada, mesmo cuidadosa) violência, a escolha do vinho é óbvia.
Veja-se em http://www.youtube.com/watch?v=Cq7DBjCzSuE
O vinho não gosta de grandes variações de temperatura, de demasiada humidade ou de luz em demasia.
O vinho detesta violência.
Mas o pior que se pode fazer a um vinho é deixá-lo na garrafa quando tudo (nós e o momento) o quer num copo - tudo menos o maldito saca-rolhas, que, vendo-se esvaziado do seu protagonismo, fez-se esquecer numa gaveta.
Mas para tudo há solução. E, entre ficar na garrafa e ir para o copo, embora com alguma (moderada, mesmo cuidadosa) violência, a escolha do vinho é óbvia.
Veja-se em http://www.youtube.com/watch?v=Cq7DBjCzSuE
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saca-rolhas
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Os Negreiros 2005 e 2007 no blog Pingamor (Miguel Pereira)
sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
Negreiros tinto 2005
Uma história como muitas outras no Douro. Uma Quinta pertencente a uma familia que produz vinho generoso e que depois o vende às grandes empresas de Vinho do Porto, neste caso, à Cockburn's.
É na Quinta das Amendoeiras o quartel general dos vinhos Negreiros. Desde os meados do século passado nas mãos da familia, o caminho foi engarrafar o vinho produzido. Para isso remodelaram a adega e no ano de 2004 arrancaram para marca própria.
Começaram a fazer vinhos com a enologia de Anselmo Mendes, situação que foi alterada após as duas primeiras colheitas, passando a ser dirigida em 2007 por João Brito e Cunha.
Vão ser provadas as duas colheitas que estão no mercado, 2005 e 2007, dois anos diferentes, dois enólogos diferentes.
Começo pela colheita de 2005. Um vinho feito com castas tradicionais do Douro, assim como Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional. Estagiou durantes 15 meses em barricas de carvalho francês.
Tem uma cor granada com boa concentração.
Aroma com boa intensidade, que começa por nos dar algumas notas licorosas e achocolatadas. Depois o aroma leva-nos para um ambiente mais duro, mais rústico, com notas de vegetal seco. Continuamos com flores e fruta, que nos faz lembrar cerejas e framboesas.
Boca com bom corpo e uma boa acidez e com os taninos a transmitir alguma (boa) secura. A fruta aparece elegante com cerejas e groselhas, que domina praticamente o palato. Final longo e com boa frescura.
Gostei deste vinho. Tem perfil clássico, com a fruta e as notas vegetais mais austeras dos vinhos da região. Tem um sentido altamente grastronómico. Não é um vinho de provas mas sim para a mesa.
Nota: 15,5.
domingo, 14 de Fevereiro de 2010
Negreiros tinto 2007
Depois de ter provado o 2005, deixo a prova do 2007. Um vinho feito com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca e que estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês. Primeiro vinho com a enologia de João Brito e Cunha.
Tem uma cor muito escura, compacta.
Aroma intenso, com muitas notas minerais e de chocolate preto amargo, cacau e baunilha. Em ambiente fumado aparecem as notas frutadas e que nos lembram framboesas, ginjas e groselhas.
Boca encorpada e com uma bela acidez. Muito boa conjugação de sabores, onde a fruta aparece elegante e com a companhia de baunilha, cacau e notas minerais. Final longo e compacto.
Na minha opinião, é um vinho claramente superior à colheita de 2005. Um passo à frente na qualidade, pois passa de um vinho com perfil muito regional, muito fechado e egoísta, para um vinho que, apesar de a marca da casa estar lá e o perfil esteja bem marcado, está mais solto, mais complexo e agradável de provar. Um belo vinho, ainda com vida pela frente.
Nota: 16,5.
Negreiros tinto 2005
Uma história como muitas outras no Douro. Uma Quinta pertencente a uma familia que produz vinho generoso e que depois o vende às grandes empresas de Vinho do Porto, neste caso, à Cockburn's.
É na Quinta das Amendoeiras o quartel general dos vinhos Negreiros. Desde os meados do século passado nas mãos da familia, o caminho foi engarrafar o vinho produzido. Para isso remodelaram a adega e no ano de 2004 arrancaram para marca própria.
Começaram a fazer vinhos com a enologia de Anselmo Mendes, situação que foi alterada após as duas primeiras colheitas, passando a ser dirigida em 2007 por João Brito e Cunha.
Vão ser provadas as duas colheitas que estão no mercado, 2005 e 2007, dois anos diferentes, dois enólogos diferentes.
Começo pela colheita de 2005. Um vinho feito com castas tradicionais do Douro, assim como Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional. Estagiou durantes 15 meses em barricas de carvalho francês.
Tem uma cor granada com boa concentração.
Aroma com boa intensidade, que começa por nos dar algumas notas licorosas e achocolatadas. Depois o aroma leva-nos para um ambiente mais duro, mais rústico, com notas de vegetal seco. Continuamos com flores e fruta, que nos faz lembrar cerejas e framboesas.
Boca com bom corpo e uma boa acidez e com os taninos a transmitir alguma (boa) secura. A fruta aparece elegante com cerejas e groselhas, que domina praticamente o palato. Final longo e com boa frescura.
Gostei deste vinho. Tem perfil clássico, com a fruta e as notas vegetais mais austeras dos vinhos da região. Tem um sentido altamente grastronómico. Não é um vinho de provas mas sim para a mesa.
Nota: 15,5.
domingo, 14 de Fevereiro de 2010
Negreiros tinto 2007
Depois de ter provado o 2005, deixo a prova do 2007. Um vinho feito com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca e que estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês. Primeiro vinho com a enologia de João Brito e Cunha.
Tem uma cor muito escura, compacta.
Aroma intenso, com muitas notas minerais e de chocolate preto amargo, cacau e baunilha. Em ambiente fumado aparecem as notas frutadas e que nos lembram framboesas, ginjas e groselhas.
Boca encorpada e com uma bela acidez. Muito boa conjugação de sabores, onde a fruta aparece elegante e com a companhia de baunilha, cacau e notas minerais. Final longo e compacto.
Na minha opinião, é um vinho claramente superior à colheita de 2005. Um passo à frente na qualidade, pois passa de um vinho com perfil muito regional, muito fechado e egoísta, para um vinho que, apesar de a marca da casa estar lá e o perfil esteja bem marcado, está mais solto, mais complexo e agradável de provar. Um belo vinho, ainda com vida pela frente.
Nota: 16,5.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Os meus primeiros 500

Prezo a amizade como um dos principais patrimónios a construir numa vida. E não acredito que haja coração capaz de guardar mais do que, digamos, 15 amigos dignos desse nome. Nessa perspectiva, não me agrada a banalização da palavra “amigo” no Facebook. Melhor seria chamá-los de parceiros, o que já não é pouco, na medida em que pressupõe interesse mútuo, confiança, solidariedade, compreensão, boa-fé – uma série de valores nobilíssimos e inerentes, também, a uma amizade.
Isto tudo porque, no dia 25, pus o vinho Negreiros no Facebook e, uma semana depois, já contava 500 parceiros – gente que demonstrou algum (e tenho consciência de que nesse “algum” cabe uma variação enorme de intensidade) interesse no que fazemos.
É aí que entra outro valor importante: a gratidão. Serve este para manifestar a minha real e genuína gratidão a cada uma das já mais de 500 pessoas que se tornaram, através do Facebook, parceiras do nosso projecto, e, muito especialmente, às que, a partir do Facebook, passaram a seguir o blog do Negreiros.
Essa gratidão alimenta a minha vontade de contribuir tanto quanto possível para enriquecer o blog e os posts do Facebook (em que sou neófito – ainda não percebi como usar muitas das suas funcionalidades) mas, acima de tudo, de me esmerar no vinho, nele próprio, até porque, como já o fez notar Vinicius de Moraes, “não há notícias de alguma grande amizade nascida numa leitaria”.
Isto tudo porque, no dia 25, pus o vinho Negreiros no Facebook e, uma semana depois, já contava 500 parceiros – gente que demonstrou algum (e tenho consciência de que nesse “algum” cabe uma variação enorme de intensidade) interesse no que fazemos.
É aí que entra outro valor importante: a gratidão. Serve este para manifestar a minha real e genuína gratidão a cada uma das já mais de 500 pessoas que se tornaram, através do Facebook, parceiras do nosso projecto, e, muito especialmente, às que, a partir do Facebook, passaram a seguir o blog do Negreiros.
Essa gratidão alimenta a minha vontade de contribuir tanto quanto possível para enriquecer o blog e os posts do Facebook (em que sou neófito – ainda não percebi como usar muitas das suas funcionalidades) mas, acima de tudo, de me esmerar no vinho, nele próprio, até porque, como já o fez notar Vinicius de Moraes, “não há notícias de alguma grande amizade nascida numa leitaria”.
Obrigado!
Mário Negreiros
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
2008
Na cozinha da Quinta das Amendoeiras, o enólogo João Brito e Cunha concentra-se na prova de 27 garrafas, correspondentes aos 27 cascos em que foi posta a colheita de 2008, para definir os lotes a fazer.
Desde já, está decidido que do 2008 não se fará "Reserva". O vinho que o faria será usado para enriquecer o "Negreiros Colheita 2008". Não queremos contribuir para a banalização da qualificação "Reserva" (pela mesma razão, mantemos o "Reserva 2007" - o pleonasmo é intencional - reservado, a cumprir mais algum tempo de estágio em garrafa antes de o lançar no mercado).
Além disso, não queremos recuar nem um milímetro no padrão de qualidade alcançado com o "Negreiros 2007" e, para isso, os melhores lotes terão um papel importante a cumprir. E se o 2008 ficar ainda melhor, a "culpa" será deles.
Douro castanho
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Estamos lá!
O "Negreiros" orgulha-se de estar presente na carta de vinhos do restaurante "Casa Matos" (234 841 319), merecedora do 2º lugar na categoria "Relação Preço Qualidade" e Menção Honrosa (só foram atribuídos prémios aos 3 primeiros lugares e 10 menções honrosas) na categoria "Melhor Carta de Vinhos Nacional" no concurso feito pela "Revista dos Vinhos" (os resultados serão publicados na edição de Dezembro).
A Casa Matos fica em Salreu, próxima a Aveiro, e serve, além de comida bem feita, alguns dos melhores vinhos de Portugal - alguns deles a copo - e a preços óptimos.
O dono e "maestro" da Casa Matos, Manuel Alves, parece ser uma boa pessoa, mas não é por isso que vende bom vinho a preços amigáveis, e sim porque compreende que é melhor usar o vinho a preço simpático para atrair clientes do que, com preços exorbitantes, empurrar os clientes para o consumo de cerveja.
Na fotografia, Manuel Alves com uma garrafa de "Negreiros" - cercados, ambos, por óptima companhia.
A Casa Matos fica em Salreu, próxima a Aveiro, e serve, além de comida bem feita, alguns dos melhores vinhos de Portugal - alguns deles a copo - e a preços óptimos.
O dono e "maestro" da Casa Matos, Manuel Alves, parece ser uma boa pessoa, mas não é por isso que vende bom vinho a preços amigáveis, e sim porque compreende que é melhor usar o vinho a preço simpático para atrair clientes do que, com preços exorbitantes, empurrar os clientes para o consumo de cerveja.
Na fotografia, Manuel Alves com uma garrafa de "Negreiros" - cercados, ambos, por óptima companhia.
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